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Afastamento Gengival – imprescindível para ter qualidade no escaneamento intraoral

A qualidade de um escaneamento intraoral está diretamente ligada a capacidade de visualização dos términos dos preparos.

Se não tiver boa qualidade, o escaneamento não conseguirá reproduzir os detalhes do término do preparo.

Existem as técnicas cirúrgicas, mecânicas, químicas, mecânicas-químicas. A mais utilizada atualmente e indicada para realização de escaneamento é a mecânica-química do duplo fio que descreveremos a técnica nesse material.

Deixamos a critério de nossos clientes a escolha da técnica do afastamento gengival, mas percebemos que a técnica mais escolhida é a de duplo fio.

Abaixo, fizemos a transcrição de alguns trechos do capítulo de autoria de Marcelo Calamita, Christian Coachman e Newton Sesma: “Preparos Dentais e Moldagens na Clínica Restauradora Atual”.

Métodos e técnica de afastamento gengival

Cirúrgicas
A curetagem rotatória não está indicada por causar muitas vezes sangramento abundante e agressão tecidual desnecessária. O eletrobisturi e o laser de diodo podem ser usados de maneira cuidadosa em áreas específicas, não provocando danos teciduais mensuráveis. Deve ser utilizado com ponta fina, corrente controlada e angulação adequada em movimentos contínuos apenas no epitélio interno do sulco, não tocando no cemento nem na gengiva inserida. Os tecidos excisados devem ser limpos com água oxigenada ou Periogard.

***Dica – o eletrobisturi está contraindicado para pacientes que utilizam marcapasso.

Mecânicas
Através de fios retratores, suas funções são promover espaço vertical e horizontal, controlar o fluido crevicular. Nesse caso o fio de retração é inserido com muito cuidado no sulco gengival sem substâncias químicas, tendo ação puramente mecânica de alongamento das fibras periodontais circunferenciais.

Químicas
Promove isquemia transitória, retraindo discretamente os tecidos por curto espaço de tempo. O adstringente bloqueia a secreção sulcular e a hemorragia.

Químicas mecânicas
Associam as vantagens do afastamento mecânico dos fios retratores com os agentes químicos. Aumentam a efetividade e o tempo de retração. São os métodos mais utilizados atualmente.

Técnicas utilizadas com o uso dos fios
Fio simples: 

  • um único fio é utilizado, em geral embebido em solução hemostática.
  • indicado para sulcos rasos ou gengivas com fenótipos finos, que devem ser manipulados com extremo cuidado para minimizar recessões.

Duplo fio:

  1. Um fio de pequeno diâmetro, geralmente #000 ou #00, é colocado na base do sulco. Este fio de compressão, normalmente não embebido, bloqueia mecanicamente o fluido crevicular ou sangue e promove discreto afastamento vertical. Deve possuir dimensões tais que, quando posicionado dentro do sulco, fique totalmente contido dentro do perímetro do mesmo.
  1. Um segundo fio, de deflexão, com diâmetro maior, geralmente #1, é posicionado sobre o primeiro, de modo que se acomode entre as margens dos preparos e a gengiva marginal.
  1. Todo o perímetro do fio deve estar visível por uma vista oclusal; se as margens estiverem se dobrando sobre ele, medidas adicionais poderão ser tomadas com eletrobisturi ou laser.
  1. O segundo fio, embebido previamente em solução hemostática, deve permanecer em posição por 4 a 8 minutos para maior efetividade e mínima incidência de efeitos deletérios.

Técnica

  • Anestesiar tanto por vestibular quanto por lingual.
  • Mapear o sulco, criteriosamente, com sonda periodontal para avaliar o estado de saúde gengival.
  • Selecionar a espessura do fio de acordo com a profundidade do sulco gengival.
  • Refinar e reposicionar as margens dos preparos, se necessário.
  • Aplicar força leve de inserção, no sentido de inserir e acomodar o primeiro fio inteiramente dentro do sulco. Iniciar pela região interproximal pela maior facilidade de ancorar o fio nesta área.
  • Cuidado ao inserir o segundo fio na vestibular, pois o sulco é mais raso e poderá ocorrer trauma.
  • Lavar abundantemente com água para remover resíduos, para o fio sorver água e expandir e para minimizar a possibilidade do fio remover porções do epitélio interno não queratinizado do sulco, que ocorreria se estivesse seco.
  • Controle de umidade: afastadores fotográficos para visualização completa da área a ser escaneada e o uso de roletes de algodão estrategicamente posicionados juntamente com sugadores de alta potência garantirão um campo com umidade controlada.

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