Impressoras 3D na odontologia: o que você precisa saber

Impressoras 3D na odontologia: o que você precisa saber

por Done3D – https://done3d.com.br/impressoras-3d-na-odontologia-o-que-voce-precisa-saber/

Já sabemos que a impressão 3D em odontologia é uma tecnologia nova, as impressoras 3D  são sem precedentes e altamente eficiente. Entretanto, sabemos também, que, por ser um ramo novo em todas as áreas de produção industrial, traz algumas pequenas dificuldades em sua curva de aprendizado até que seja totalmente dominada.

Como todas as tecnologias 4.0, exige, para o melhor desempenho, uma capacidade de processamento computacional e elevado conhecimento em sistemas digitais e softwares. Por isso a dOne 3D, como uma das primeiras empresas do setor de impressão 3D no varejo nacional, vai te ensinar desde os passos básicos até os mais avançados.

Veja como se tornar um prodígio em impressão 3D odontológica.

Tipos de Impressão 3D na odontologia

Para seu melhor entendimento, vamos te explicar os tipos de impressão 3D existentes no mercado para Odontologia.
Começaremos pela impressão 3D FDM (Fusion Deposition Modeling) que se trata da impressão mais simples disponível no mercado. Para modelos de estudo, biomodelos e também modelos com bases zocaladas para ortodontia.

Impressão de Filamento

São utilizados 2 materiais. O filamento PLA (temperatura de fusão a 190oC), que é ecofriendly, com composição básica de amido de várias origens e o ABS (teperatura de fusão à 220oC), derivado do petróleo. Essa impressão acontece pela extrusão do filamento por um bico extrusor que o funde e o deposita em camadas. Gerando um modelo 3D.

Sua grande desvantagem é a falta de lisura superficial e baixo detalhamento. Visto que as camadas têm espessura que pode variar de 100 a 300 micrometros. Além do alto tempo de impressão. Sendo que uma bandeja com 4 modelos zocalados pode demorar em torno de 6 horas para ser impressa completamente. Entretanto, vale ressaltar que essa tecnologia é altamente simplificada. Por isso não oferece resultados comparáveis às da resina fotossensível, que é nosso próximo tópico. Já a grande vantagem é o custo. Pois trata-se da impressora mais barata no mercado e os insumos acompanham essa mesma tendência.

Impressão SLA

Quando falamos das impressões com alta resolução, precisão e repetibilidade, nos referimos às impressoras estereolitográficas ou SLA (Stereolithography). Essa tecnologia é muito parecida com a das resinas de aplicação direta na boca do paciente, onde temos uma resina que vai ser fotoativada com um fotopolimerizador e por isso ela “endurece”. No caso da impressão 3D, a resina utilizada, na forma líquida, fica contida num tanque (VAT). Na porção inferior das impressoras, existem as fontes de luz que são responsáveis pela polimerização da resina por camadas. Agora, imaginem que, para a construção do objeto 3D, temos uma plataforma chamada bandeja, que se move para cima e para baixo, determinando a espessura de cada camada, que pode ser entre 12,5, 25, 50 e 100 micrometros.

Para finalizar a impressão, as fontes de luz, que podem ser Laser, MSLA (LCD) ou DLP (Processamento Digital de Luz) , projetam a luz no tanque, onde está a resina líquida. Utilizando a bandeja de impressão como anteparo, fotopolimerizam cada camada de acordo com o projeto 3D. Assim, sequencialmente, camada após camada, o objeto 3D vai se formando. Quando a impressão 3D está finalizada, a bandeja com impressão é removida da impressora e o excesso de resina líquida é removido com álcool isopropílico que pode ser substituído pelo álcool absoluto (100%). O objeto 3D impresso deve ser submetido a uma câmara de luz ultravioleta por tempos, que variam de acordo com o tipo de resina para que seja feita a pós cura.

A finalidade da pós cura é garantir que todas as moléculas da resina estejam totamente polimerizadas. Melhorando a resistência superficial e flexural, aumento da dureza e também, para alguns tipos de resina, a definição da tonalidade de cor. Principalmente no caso das resinas para provisórios.

Tipos de Impressoras 3D mais utilizados na odontologia

Como dito acima, existem no mercado 3 tipos de impressoras SLA segundo o tipo de luz de polimerização. São elas: Laser, DLP e MSLA. Não se pode afirmar, em nenhuma hipótese, que existe uma tecnologia melhor que a outra. Uma vez que existem usuários com perfis diferentes. Contando que as curvas de aprendizado também influem diretamente na utilização e ambientação da máquina adquirida. Sempre existe a recomendação, atrelada ao estudo da técnica de impressão e da própria impressora, que se adquira máquinas que disponham de suporte técnico direto. Assim, curva de aprendizado será a mais curta possível. Uma vez que o suporte vai solucionar os problemas iniciais sentidos pelo usuário até que ele próprio possa desfrutar. E então, elaborar seus trabalhos com mais autonomia.

Como não temos grandes diferenças na qualidade das impressões independente da fonte de luz, um fator que as relativisa é justamente o tempo de impressão. Sendo que existem diferenças importantes segundo a fonte polimerizadora. Um outro fator ao qual devemos nos atentar na escolha da impressora é a precisão no eixo x,y. Já que essa precisão pode variar de 62,5 a 140 micrometros. Vamos tratar desses dois fatores na apresentação das impressoras segundo a fonte de luz.

Impressora 3D FlashForge Hunter muito usada na odontologia

Impressora FlashForge Hunter – Impressora de resina do tipo DLP

Impressoras SLA-Laser

Erroneamente foram denominadas pelo mercado apenas como SLA. Vamos tratá-las como SLA-Laser pois não deixam de ser estereolitográficas com tecnologia de fotopolimerização Laser. Sendo essa a primeira denominação recebida por esse tipo de impressora. Foram também as primeiras impressoras do segmento SLA a serem desenvolvidas. Como regra para o esse tipo de impressão, a estereolitografia alia precisão e repetibilidade. Entretanto há diferenças entre as marcas. Podendo haver comprometimento da qualidade segundo o fabricante e, além disso, é uma tecnologia mais cara.

Um fator que pesa contra esse tipo de impr

Modelo sendo impresso em filamentoessão é o tempo para que os objetos 3D sejam impressos. Para melhorar o seu entendimento, imagine que o feixe de laser, com pixels normalmente em torno de 100 micrometros, precisa percorrer toda a borda da peça à ser impressa. Fotopolimerizando cada pixel de uma vez, camada

por camada. Isso significa que esse processo é bem mais lento. Uma vez que toda a extensão do objeto a ser impresso deve ser varrida pelo laser, dependente do número de objetos planejados para cada bandeja de impressão. Ou seja, quanto mais objetos, mais demorada vai ser a impressão. Algo relevante quando se fala de impressoras 3D na odontologia.

Além desse incoveniente, que pode comprometer a linha de produção de uma grande clínica, radiologia ou laboratório de prótese, o pixel que é polimerizado tem tamanhos que variam entre 100 a 140 micrometros dependendo da marca da impressora. Diminuindo a capacidade de reprodução de pequenos detalhes. Ou seja, no caso de um mockup em que hajam áreas de retenção importantes para sua estabilidade e que sejam menores que os pixels da impressora adquirida. A tendência é que não haja adaptação passiva da peça sendo necessário o alívio do excesso das referidas retenções.

Impressoras MSLA

Uma tentativa de compensação em relação ao custo, são as impressoras MSLA. Cujas fontes de luz são projetores LCD. Muitas vezes essa tecnologia cai em descrença devido à densidade da emissão da luz fotopolimelizadora, que influencia diretamente no preço de mercado. Portanto quanto mais pixels no LCD, maior a resolução da impressão e mais cara se torna a impressora. A velocidade é comparável às impressoras DLP pois cada camada é projetada e polimerizada de uma só vez. Entretanto, as bandejas de impressão são menores que as de Laser e DLP, comprometendo a produtividade, uma vez que a intensidade da luz LCD é menor que as demais.

Impressoras DLP

No caminho contrário, buscando solucionar o problema do tempo de impressão, as impressoras DLP (Processamento Digital de Luz) aliam velocidade, agilidade e precisão. Para seu melhor entendimento, vamos discutir um pouco sobre a fonte de luz fotopolimerizadora. No caso das impressoras que utilizam a tecnologia de processamento digital de luz, a DLP, é possível chegar a pixels de 62,5 micrometros. Já que o projetor fica mais próximo do tanque onde está contida a resina. Por sua vez, essa aproximação diminui o tamanho dos pixels que são projetados, aumentando substancialmente a resolução da peça a ser impressa. Outro fator benéfico é a projeção da imagem inteira por camada, utilizando em torno de 2,5 segundos em média para sua polimerização. O que diminui o tempo de impressão independente do número de peças do projeto a ser impresso.

A impressora faz parte do fluxo digital e tem inúmeros benefícios que podem agregar valor, agilidade e qualidade. Quer saber mais sobre fluxos digitais? Acesse o link e conheça o conteúdo que pode te ajudar a evoluir com a odontologia digital!

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